Sobre

Paloma Francmg_5390.jpga Amorim é autora do livro Eu Preferia ter Perdido um Olho, publicado pela Alameda Casa Editorial no ano de 2017.

Nascida em Belém do Pará no ano de 1987, mudou-se para São Paulo em 2005 onde reside até hoje. É colunista desde o ano de 2006 do jornal paraense O Liberal, onde escreve semanalmente crônicas e artigos de opinião.

A partir de maio 2017, passou a fazer parte da equipe de colaboradores do caderno de cultura Ilustrada do jornal Folha de São Paulo. 

Em julho de 2017 foi uma das convidadas da mesa Páginas Anônimas – A Literatura que o Brasil Faz e que Você Desconhece, mediada pelo cronista e roteirista Antonio Prata, na 15ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty, no Rio de Janeiro. 

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EU PREFERIA TER PERDIDO UM OLHO

por Haroldo Ceravolo Sereza

Eu preferia ter perdido um olho, o mais novo lançamento da editora Alameda, nasceu da reunião dos textos publicados por Paloma Franca Amorim no jornal paraense O Liberal. Logo na apresentação da obra, feita por Lúcio Flávio Pinto, jornalista e sociólogo, a autora é comparada com Clarice Lispector.

No prefácio, Edir Gaya aumenta a aposta e compara a jovem autora a Clarice e a Virgínia Woolf. Assim como essas duas grandes mulheres, que provocaram grandes mudanças no paradigma estético da literatura no século XX, Paloma escreve em tom confessional na tentativa de compreensão da vida e da realidade humana, em toda sua subjetividade. Ao mesmo tempo, passa longe da já saturada autoficção. Paloma começou cedo sua carreira de escritora. Aos 19 anos já publicava contos e crônicas para o grande público. E, apesar de nunca ter se imaginado como romancista, como explica no capítulo Um Samba Para Maria, suas narrativas breves acabam formando um texto único e coeso.

A narradora em primeira pessoa, que como personagem principal revela dados sobre si mesma, é a linha que costura todos os textos. A reincidência de algumas personagens, como a sua avó e F., são outra evidência de que estamos diante de um romance. Afinal de contas, acompanhamos os casos de juventude da narradora e suas lembranças de infância com familiares e amigos.

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