Matéria em O Liberal – 28.07.2017

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Apenas gostaria de esclarecer uma informação que foi veiculada nessa matéria de O Liberal Jornalsobre minha participação na FlipZona, nesta 15ª Festa Literária de Paraty:

Como informei na entrevista, minha mãe, Darcy Cesário Franca, começou sua vida trabalhista como empregada doméstica e operária, antes de conseguir graduar-se, perto dos 30 anos, a duras penas, como psicóloga e psicanalista. Essa segunda parte foi editada e suprimida na matéria não sei por quê.

Esclareço esse dado porque não tive a intenção, em absoluto, de usar a história de minha mãe como fetiche social para justificar minha participação no evento – minha participação se deu, fundamentalmente, porque minha escrita é interessante e meu livro “Eu Preferia Ter Perdido um Olho” é bom.

Àqueles que conheceram minha mãe e estranharam “a novidade”: saibam que é absolutamente comum que mulheres negras trabalhem como domésticas, operárias, caixas de supermercado etc., empregos dignos como quaisquer outros. Também é possível que mulheres negras sejam psicanalistas, apesar de todas as dificuldades.

Eu e minha irmã nos orgulhamos da trajetória de nossa mãe, em todos os seus detalhes, por isso não nos furtamos de comentá-la e narrá-la sempre que possível, para que sua memória seja evocada pelos mananciais da força, do amor e da integridade. Cresçam. Flw. Vlw. Paz.

 

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