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Há duas semanas, fiz um conto a partir do tema Despedida, a pedido da Marcia Denser em seu excelente Estúdio de Criação Literária. Escrevi sobre o meu último encontro com o Luiz Octávio Barata, em 2006, semanas antes de seu falecimento. Estou me preparando para publicá-lo em minha coluna no Liberal, na próxima semana.

Mas a cada ajuste final, última revisão, correção ortográfica eu vejo o Luiz ir embora novamente, as cenas se repetem sem que meu controle possa interferir em seu movimento cíclico.

Lembrei-me do último conto do meu livro, Manágua, sobre minha avó e meu pai. Toda vez que eu o leio retorno, sem hora para voltar, aos corredores do velho apartamento nas bordas da praça Batista Campos onde vivemos a penumbra de uma relação familiar impiedosa e sem amor. Manágua é um país de mágoas no meio da Amazônia.Escrever significa para mim hoje uma máquina do tempo onde o tempo já não respira.E Luiz me escapa enquanto se enquadra, descompromissadamente, na única fotografia que permaneceu do nosso encontro nessa vida.

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