O livro no Jornal Pessoal

O Jornal Pessoal completará em 2017 trinta anos de idade. Desde a adolescência eu o acompanho. O Lúcio Flávio Pinto, seu editor, repórter, pesquisador, faz-tudo, sempre foi uma referência para minha família como um verdadeiro defensor da Amazônia e de um jornalismo comprometido com a verdade. Minha irmã se tornou jornalista de formação e eu também, não de formação, mas por experiência de escrita em O Liberal, norteada sempre pelo Edir Gaya, meu primeiro editor.

Há aproximadamente dois anos o Lúcio me escreveu um email dizendo ser leitor de minhas crônicas e eu quase não acreditei. Logo em seguida fui a Belém e nos encontramos, depois disso nossa amizade se desdobrou à distância e respeitosamente, apesar das divergências políticas sempre manifestas em opiniões por email ou nos fóruns de debate virtual muitas vezes acaloradas.

Hoje recebi em casa minha edição do Jornal Pessoal e qual foi minha alegria e emoção quando vi publicado no tablóide o prefácio que Lúcio escreveu para o meu livro? Além disso o comentário afetuoso sobre meu trabalho como escritora demonstra sua profunda sensibilidade – algo que falta a tantos jornalistas e intelectuais.

Nesse mesmo número do JP consta análise do Lúcio sobre o massacre de Pau D’arco, em Redenção, e o silenciamento do Governo do estado do Pará sobre o ocorrido. Pensar nisso é mais importante do que pensar em meu livro. Ignorar a atual situação do estado do Pará é um verdadeiro crime. A barbárie nessas horas engole toda a poesia.

JP

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